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domingo, 26 de julho de 2026

ELOGIO AO FRACASSO

ELOGIO AO FRACASSO 

 Sou divergente positivo 

Das incoerência da vida

Se quer suas cronologias

Explica sonhos bolcheviques 

Dei bandeira de esquerda festiva

Ainda ator da cena adolescente 

 spoiler do cárcere secreto 

Desconhecendo as sombras

Vida porra louca aberta 

De um livro por ser escrito 

Sem se importar quem cobrará a fatura 

Cultuando sementes desconhecidas 

Fez do meu mistério, floresta

A literatura foi água límpida 

Assim como drama da dramaturgia

Sobre o dilema das vidas secas

Fontes do cinema novo

Na dialética da fome

No rio que passa 

São corredeiras recorrente 

Cacofonia mal resolvida 

Da cosmologia dentro de nozes

E os cadernos do cárcere 

Quando o povo hiberna 

Em berço esplêndido 

Não ouve-se suas vozes 

Sobre os conselhos do seu Zé 

A malandragem é ir onde o povo está

Com alegria tropicalista 

Caetano, Gil e Tom Zé

E os dilemas da reforma e renascimento 

Mas a reclusão vira um ativo 

E a antropologia nos une

Na cela de Mandela 

Memória de Graciliano 

 a biografia de Lula 

O alinhamento de Gramsci

Tabuleiro pra assar é povo na rua

A mitologia é a colher que mexe 

Engrossa o caldo da arte e feitiço 

Universo dimensiona as nozes

E até mesmo o que duvido 

Arde no samba da vela

Lembrança, haja fita amarela 

Quão majestoso o nome dela

E as resenhas do grão de areia 

E suas sete ondas da fé 

Pelas conjuntura dos fracassos

Antagoniza o ser e ter

Untados na forma da jornada 

O nome do bolo é vida 

Revisa a memória a capela 

Que se toma com café 

Na terra do nunca e no final da tarde 

No crepúsculo nosso de cada dia

Nesse quarto sem janela

*

SÉRGIO CUMINO 

FILHO SALAMANDRA 

 

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