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sábado, 26 de julho de 2014

SUICIDADOS DO SISTEMA

SUICIDADOS DO SISTEMA
O que é isso
Um bicho arisco
Que ataca gente
O que é esse
É gente perdida
Em área de risco
O que tem com isso?
Pode ser por segurar
A ponta do tapete
Enquanto desliza
A sombria moral
Para debaixo
O ato do descaso
Do gestor incompetente
Do prologo macabro
Da empáfia burlesca
Não me leve a mal
Viajei no amargo
De quem eu sou
Sentimento indignado
Divaguei pelo tema
E me esqueci disso,
Ou melhor, desse.
Que ainda se quer distingui
Dessas cenas dantescas
Ser gente ou bicho
Há quando fica manso
Abandono implora
E nos traveste
Com batina de arcebispo
Sob o mistério da lua
Interesse momentâneo
Fedor do nicho
plantonistas da miséria
dos suicidados do sistema
E os fantasmas que os consomem
Agora posto para fora da rua
Nas esquinas se deterioram
Junto com demais detritos
Para ir dormir no lixo
Vejo, não acredito.
Essa escória são homens
 SÉRGIO CUMINO – O POETA DE AYRA

sexta-feira, 18 de julho de 2014

GUETO E SUAS MARCAS

GUETO E SUAS MARCAS

 
Gueto virou marca

E os estremos alegoria

Quem diria,

O diverso apresenta

O inverso

Do conflito da gente

A chaga vira mito

No inferno emergente

Há horas que não acredito

 

O Gueto virou massa

Sentindo o espirito

Passando a doente

Vivendo na linha do risco

Até a falta de ar

Branda um grito valente

E para ironia do destino

Com discurso do oponente

O medo é o palco do oprimido

Se reparar

 

O Gueto virou Caça

Esquecem a estética da fome

Subservientes da moral imperialista

Não há raciocínio logico

O corpo a cólera o consome

Reprogramado no disco rígido

Pelas bancadas racistas

E seus ícones homofóbicos

 

O gueto vai à praça

O que acho incrível

Que dela faz guetos

De improvisadas barracas

Quem diria

Uma ferida aberta

Do fantasma impresumível

 

SÉRGIO CUMINO – O POETA DE AYRÁ