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domingo, 26 de agosto de 2012

PEDIDOS AO VENTO

PEDIDOS AO VENTO
O gosto é um composto
 Do querer com pulsar
Ávidos os seus lábios
Que subvertem a razão
Dizendo de bico menina
Aquele “volta para mim”,
Para o amor saldar
Levar o coração em rapina
Sem mesmo saber
Seus sonhos pedidos
Atravessam como raio
A noite que te sacia
Com louvor do ladrão
Que domou com ardor
Seu código de conduta
E deixa nua na campina
Até a fadiga do alvorecer
Contagio do oposto
Do poeta maldito
Atração do amor moço
Que vai te acender,
Chama-o sob lençol.
Para entrega absoluta
 A volúpia se rende,
Em sedução de rendas
Aconchego e zelo
O jeito que sabe ser
Entregue ao infinito
Desse desejo colosso
Digno do Deus do sol
Quando o querer assusta
E todo corpo esquenta
Gemido levanta os pelos
Do rancor se desprende
O carnaval dos sentidos
Que arrepia as libidos,
Pela bateria evoluindo
Coração no seu recuo
Onde acalenta o prazer
Dar proposito a emoção
Louvar a delicia de sorver
E o Desejo será perpetuo
 
SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FICÇAO DA FIXAÇAO

FICÇAO DA FIXAÇAO

 Brisa que te molha
Umedece seu querer
Solene deixa o recado
Esta no presente o destino
Que antes da poesia ser
O que se vive foi rogado

Sente que alguém te olha
Jeito diferente de ver
Olhar com afago
Cheio de bons fluidos
Escorre por não caber
Deixa feliz seu legado

E o raio que se espalha
Para cada célula acender
Assanha o corpo cansado
Deixam em transe os sentidos
Só dirá não ter nada a ver
Se tiver o corpo fechado

Como fogo na palha
Põe-se a ferver
São sonhos condensados
No espaço do infinito
Possibilidades em ser
Um ardor alado

E a inspiração borbulha
E põe-se atrever
Quem ama é amado
Vida romance verídico
Que excita ao se ler.
Pelo encanto expressado.

A libido em patrulha
Quer pagar para ver
Entrega-se delgado
No impulso do instinto
A alegria prover
Fluxos  apaixonados
SÉRGIO CUMINO -

sábado, 18 de agosto de 2012

AGRURAS DA EDUCAÇÃO


AGRURAS DA EDUCAÇÃO

Se outro é meu inferno
Como diz o existencialista
É o portal do dissídio
As promissórias da moral
Entre os da sua horda
Outros a perder de vista

E torna um ser catalogado
Onde deveria ser fraterno
Edifica o próprio suicídio
Pelo umbral capitalista
Faz do nosso orgasmo
Paga tributos ao Estado


Inconsciente da tribo
Mundo e suas frequências
Rotas distintas
Duvida e seu pleonasmo
Ancestral e o percurso ao fado
Sincrética trilha das crenças

No cativeiro da violência
Antes sob a força das barras
E a esperança encarcerada
Enterrada sob as rocas
Da governança do arcaico
Hoje sob o código de barras

O fundamento debaixo da toalha
E a sujeira sob o tapete
A oralidade torna instrumento
Educação faz o mundo laico
Contra Preconceito recorrente
Aprende-se orgulho da navalha


A comunhão com tempo
Fé nacional é um mosaico
Porque toda liturgia é sagrada
Educar é o passo a passo.
Mudar processo lento
Veja o auxilio das artes


Sobre agruras da educação
“Se penso logo existo “
Premissa de Descartes
Vácuo é o drama da evolução
Pelo caminho nada suave
Deve-se aprender com os mitos



Dialética do teatro épico
Torna real o que vejo
Projeta para vida a razão
Contra o doente fundamentalista
Apoiado pela tutela da opressão
A vida é embate aristotélico

Da história e os conflitos
Que degenerou o humano
Midiatiza os arcanos
O espírito e a cultura
O estatuto do desigual
E tudo que entala o grito

Esta no outro a projeção
Dos medos de cada qual
Busquemos na comunhão
E Diferente não é rival
O principio é a união
Consonância das alcovas

Somos  nevoa do universo
A ciência nos mostrou
Mundo de possibilidades
Rogamos que intolerância
Embriague-se de entropia
Afoga-se no próprio gesto.

No olhar esta o método
Na estética a fome
Na vontade o suor
No mestre a ideia
Que do teatro do oprimido
Descobre-se o homem


SÉRGIO CUMINO.
Dedico a todos meus amigos professores, fazem de educar um ato de amor . Apesar das agruras da profissão ter o dom de ensinar é uma das mais belas missões :  Juliana Godoy SP (minha esposa) ;Sérgio São Bernardo BA; Diana Costa BA, Shirley PR, Laura MG,  Maria Helena RJ, Elizabete Carneiro  GO,   Yara Luchi SP, Sandra SP,Joabe Tavares de Souza MT,  Cidinha Costa SP, Valéria Freitas SP, Mara Elisa PR, Sérgio Carajonas SP,  Elias Porto SP., Nelci Wunsch SC e  um grande elenco de amigos da pedagogia.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ESCALDAR DO MEL

ESCALDAR DO MEL

Quando a vontade forma
Calores sobem
Faz de ti, flor e beldade.
Beijo a flor que evoca
Sonho se transforma
Toca-me muito bem
Aflorar da vaidade
Lábios secam
Loucura do vai e vem
Ao mesmo tempo
Os pensamentos pecam
Sensualidade que arde
E o mundo vira resto
Não importa a prosa
E nem aonde vai o vento
Formamos uma ilha
Amantes a deriva
Somos nosso curso
Num tem brilho estelar
Ao seu querer me presto
Como carinho maresias
E as tardes caem
Junto com rendas
Numa leveza acrobática
Fazem dos Braços trapézio
E gemidos viram soluços
Musica da arte de amar
Torna poesia da imagem
Uma beleza estática
Quando para o olhar
Estado de oferenda
Nua e de bruços
Como taça ao vinho
Seu mel opulenta
Sua suavidade embriaga
Com todo acréscimo
Com ardor faceira
Os corpos a refestelar
Aconchego que esquenta
Sonho do nosso ninho
Embarque marinheira
Faz do amor linda saga
Onde instinto orienta.
Sérgio Cumino

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ARES E SEUS AVATARES


ARES E SEUS AVATARES

Resolve Mudar de ares
De culto ou de bar
Pensamentos, o insight;  
Saborear paladares
Aprofundar no mar
Ao frio da boca estomago
Para aquecer ares
Com a boca amada
A língua a navegar
Dar alma ao pratico
E desejo vislumbrado
Decidir se entregar
Como nunca amares
Nessa vida paranoica
Ser o vermelho
Candente como antares
Ser o branco
Com a espuma dos mares
Ser azul
Do sonho que sonhares
Aquecer ares
Dos milímetros do abraço
Percebe que a sensibilidade
É o alimento da aura
Acaloram a força eólica
Para Excitar o hálito
E dar efeito para causa
No oscular das pernas
Afago e seus Calores
Faíscam com roçado
Integra ao mel dos ares
Entranhar-se pela caverna
Cosmologia interna
Ouvir o eloquente
Mundo dos Avatares
Até o silencio é melodia
Assovio do vento são frases 
Melodia dos ares
Espalha-se pelos pares
Como ecologia do ventre

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ASAS D’ALMA

ASAS D’ALMA
Rogar para que se ajuste,
Os sentidos que aflora,
Lapidar é da forma ao amor
A cada vislumbre
Procura-se pela esquina
Entre versões e visões
A retina de cada menina
Encontram-se indefinidas
Olha sem querer ver
E a busca não se cumpre
Não há entradas e saídas
Que impede a caça da leoa. 
Vê sem precisar olhar
Entre tantos porquês
Separar o joio dos sofismas.
Ter o equilíbrio para Saber
Chegar ao destino
Pela Alameda da essência
Não sejam aparências
Para encontrar o caminho
Basta ter paz para poder ser
Se ainda não tem definido
Não recorra aos classificados
Nem publica em manchete
Nuances da carência
Destaque da contracapa
Os medos magistrados
Assim não faz legado
E coloca o rei em cheque
Não perca o tempo que passa
Procura pelas marcas
Passado dessa saga
Notas de sua história
A moral é Clausura
Com toda a farsa
Impeça esse cartel
Ladeia a indecência
Como se integra ao céu
Onde encontra a graça
Alegrias e gloria
 Incendeia a brasa
Fonte do brilho
A ladeira da memoria
Com pulsantes desejos
Adrenalina em ser intenso
Para que os momentos sejam
Poesia vivida com mel

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ