ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

BANHAR-SE


BANHAR-SE


Bobinho é o que dança
nos códigos simples
Atingir mil leituras
só para uma imparcialidade
de mil veredas
é difícil envolver
na comunicabilidade que
os impulsos pedem
banhando-se uma revolução
de carismas
para que os olhares sejam o tal
o sorriso seja aquele
a vontade seja eterna
O suor das mãos do médium
quer ultrapassar as mãos do balé
mimando as formas, curvas
até incendiar a mulher
numa estação de essências
que nasce da materialização
da música,na encadernação
dos sonhos
no aplauso dos belos



SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SENTIDOS TEUS, CEDIDO EU



SENTIDOS TEUS, CEDIDO EU

Estou em paz, agora, nas nuvens
posso ficar olhando para seus olhos
vejo seu sonho refletido neles
um toque é terno, suave, gosto disso
-sim....sei ser seu agora , suavemente seu!
ser e com ternura,
fez me despedir da tensão
que carregava em meu semblante
sinto sua respiração cadenciando a minha
como uma gota de orvalho escorrendo por uma folha
seus olhos ,invadindo minha alma
sou pura entrega
quando me faz contrair meu pescoço,
para tentar guardar seu carinho
sinta minha respiração, cantando para seu toque
em meu peito, suspiro, me deixo levar
quando sua boca encontra a minha,
e roça em meus sentidos fundos
numa sintonia única, e terna
boca macia resgata, uma porção eu
calor, e encantamento
suave, e entregue, com meus desejos nascidos
minhas mãos transpiram,
ao ouvirem seus sussurros de seu toque,
busca em mim, o gosto pelo eterno
suas unhas mapeando,
a trilha de nosso júbilo
respiro saltos,
na cadência de nosso desejo
lábios se roçam, para a serenata dos suspiros ,
minhas mãos a procura, clamam!
pelo seu tesouro
toques firmes , que envolve um sabor mulher
é o amálgama dos calores que se encostam
pulsando entrega,
gemendo amor
a puro compasso de nosso apetite
do nosso momento,
homem e mulher
nas mãos que encantam os seios
cegueira quente, razão perdida
...e encontrarmos em nós
reações trêmulas,
se rendendo a cada toque meu ,
pede que minha boca bandeirante
explore os encantos de suas matas
e cada ponto de seu prazer
assim ela caminha,
como suas unhas desenham meu corpo
minha boca, descobre você
seus pontos,pintas, arrepios
e desliza em sua geografia sensual
para cravar bandeira,
beija meu colo, sente minhas mãos
crava seus dentes, demarcando cada momento seu
sou seu homem, sua fera sou uma cria de seu prazer

SÉRGIO CUMINO



domingo, 24 de janeiro de 2010

MÃE DO TEMPLO

Minha Homenagem a representante da
 Nova Geração da Umbanda,  exemplo
de humildade, dedicação, e fé.


Mãe Renata com seu Caboclo Ogum Rompe Mapo 

MÃE DO TEMPLO

O ventre do templo deu a benção,
no útero da catedral foi o palco da gestação,
com a batida do tambor, aquela que chama os
os caboclos e caboclas, as juremas e os juremeiros.
pretos velhos, os povos das florestas, a magia da Bahia




No Templo símbolo da mãe terra, nosso terreiro
em meio a musica que se chama os espíritos,
o arauto dos Orixás vem avisar, o mensageiro:
- pulsando junto com o rum, mistérios das matas
bate um coraçãozinho de uma caboclinha,
que virá com os ventos de Oya uma criancinha,
com a benção de Oxun; Cujo nome Renata
que para ser mulher e saber amar
vai nascer e morrer, sorrir e chorar,
muitas vezes, até Mãe se revelar.


Assim cresceu a menina, que de pronto se tornou mulher,
de presente Oxun lhe deu a graça sensualidade das águas
, a beleza, que os olhos encantam, e que toda fêmea quer
Oya com sua força de guerreira deu lhe o vento,
que gira a saia rendada na poesia do pandeiro,
na alegria do brinde de cada festa,
e firmeza quando se trata de fundamento.
Essa é a mulher bonita de jeito faceiro ,
do berço vinha com a missão que exigia metas
para por em pratica seu juramento,


“que a manjedoura que Deus lhe deu, acolherá muitos filhos e deles será seu templo”


Com as veredas dessa vida predestinada,
jovem que do mundo, ainda não sabia nada,
a hora da chegada veio cedo,
acompanhada, é claro dos medos,
Quando Oxalá não deixou de lhe oferecer
o silêncio
que apareceu como uma roupa estranha no corpo moleca, mas aliviou tormentos;
discernimento
e que o não saber não é problema quando se tem vontade de aprender,
num espírito menina que o mundo quer abraçar,abrace conhecimento;
paciência
para que lidasse com a diversidade de cada “cabeça é uma sentença”
para servir e amar em lugar da insegurança e carência.


Assim da continuidade ao que Mãe Emilia com amor pôs a criar,
Pai Edson fortaleceu, para hoje você iluminar,
Fazer do templo, uma família com a bandeira da fé
e dos filhos um corpo do o axé
e sua autoridade se mede pelo convir,
dedicação, ensinar, afago, e ouvir.




Quando tempestades virem,
não brigue com vossa mãe, porque é certo que as turbulências
em sua vida vem para lhe instruir e tornar-lhe uma pessoa melhor,
mulher forte, e mãe de filhos, é uma incumbência.




Portanto rogamos a Oya que além da borrasca
que vossos ventos que nos fazem crescer
soprem as velas dessa Barca
em direção da prosperidade, que de caminho
E no topo do mastro a bandeira de Inhansan
Ao lado da flâmula do encantadoramente cuidado TEJAM


SÉRGIO CUMINO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BEIJOS


 
BEIJOS

De-me um beijo gostoso...
um beijo que faz meu poema caminhar
um beijo que me faz sentir suspiros de sua alma
um beijo que , faz meu jeito se encabular
um beijo que de brilho aos meus olhos
um beijo a beira mar
um beijo que mostre horizontes
um beijo de cinema,
um beijo de afeto,
um beijo de saudades,
um beijo de língua
um beijo de raças
um beijo de fato
um beijo molhado,que assanhe meus desejos
um beijo proibido
um beijo lúdico ,
um beijo criança que vira mulher
um beijo adolescente aprendendo a beijar
um beijo de bom dia
um beijo de ninar
um beijo de amor
um beijo que faz meu faz de conta, cantar
um beijo quente, que faz nossos corpos molhar
um beijo que supere outros beijos
um beijo que não pare de beijar


SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PILAR – TRANSCEDE A SI MESMO



PILAR
 TRANSCENDE A SI MESMO

Quando sente seus vergalhões ruírem
Velho, em atrito com as duvidas
  Encarecido pelo patho’s família
Onde procuras tudo encontra vácuo
Senta-se a mesa sem laços
Como se cumprisse a sentença vil
Mas não é Pilar morta no tempo
De julgamentos arcaicos Senil
Como ruínas de um cartão
Perdido no fundo do baú
Não é sem vida ou de pedra
caçada como povo pagão
Sem norte sem sul
È coluna de templo
Com santa que chora
Pela crueldade humana
Não é adejada por algum mau
Ou violadora de regras
Essa arena de poeira
A deixa sem movimento
Como coluna no tempo
Que vira um flash
Da historia
Ausência de rumo e canseira
Num mundo sem memória
Que nada disso faça
Seus pilares enfraquecerem
È feita de molécula de graça
Pilar é o suporte da vida divina
Aquece e cobre o calor de Isis
Estabilidade e duração da alma
Respirando seu mito a atina
e transforma num pilar renovado
como a espinha dorsal de Osiris
Fluido mágico que é sagrado
Ligação do principio luminoso
Pulsa em ti vida de divindade
Independente de qual cidade
O que importa é o coração puro
Que carrega sem maldade
São pilares que sustenta o mundo
Muito embora se sinta perdida
Pilar é eixo em torno do qual
Organiza-se o universo, o seu
Portanto não se deixe quebrar
Que vira a invasão da angustia
O retorno ao caos primitivo
Você é a ligação e eixo central
O céu pode alcançar
Com seu sorriso sempre vivo
Estarás atenta a cada sinal
Senti-los dependera da astucia
Vontade de viver e amar.

Sérgio Cumino

- XANGO DEUS DOS RAIOS


 - XANGÔ DEUS DOS RAIOS

Meu Pai Xangô ajude-nos
a superar esse Tornado
Porque o câncer da discórdia
Pôs a alma no limite,
A um fio de Desvanecer,
Embrutecendo. No Abismo,
Pai ajude-nos a resistir como outrora
Enfrentávamos males com veemência,
sob o signo do amor, vencíamos
tornando gente, amando melhor,
Fomos dopados por esse enxofre
Um vento estranho que surge, um bafo,
que não se sabe de onde vem
a quem venta ou porque veio,
essa força contrária que tira:
de mim, de ti, das ninas. O Amor.
Pai ajude-me a suportar a aflição
do sonho esmagado,
Da vida, dilacerada, sem chão.
Ajudai-me a suportar a dolência
do carinho que não retorna,
Fortalecei toque com magia & paixão,
para que retorne, sensação,amor e emoção,
Pai do Archote, Deus do tino,
Dê-nos saber, Alquimia.
E reviva o corpo de pedra mármore,
enfeitiçado pela discórdia mortal,
Que renasças da pedra fria,
A mágica e filosofal
Meu pai Xangô, dê-nos seu axé,
Não me faça crer!
que nossa busca foi em vão,
De viver melhor, recrescer
Sermos fênix, encantados das cinzas
Oh Amada! , De outras vidas
Peço-te,resista a esse turbilhão,
Não deixe que tornemos estranhos no ninho,
SÉRGIO CUMINO

REZA COMIGO 2 – A MAMÃE OXUM


REZA COMIGO 2 – A MAMÃE OXUM
Misericórdia Minha mãe Oxum,
que supre a nossa sede d”alma
dos Nossos brilhos encantados
que fez-nos brilhar até no profundo limbo.
O nosso Ouro é vosso axé.
Oh Minha Mãe das águas doce
dá-nos colo, não deixe essa Coisa vã
Esse vento que não se sabe de onde veio
Atire o nosso amor
espalhando no longínquo deserto
Oh minha. Enamorada!
água doce, ouro, paixão.
Lutai comigo!Contra
Ódio repulsa e Tufão
Oh Minha flor!
Não deixemos nossos sonhos apagarem
Justo quando bons ares apontam
Banhar-nos em águas límpidas
SÉRGIO CUMINO

A MAMAE IEMANJA & PAPAI OXALA



A MAMÃE IEMANJÁ & PAPAI OXALÁOh Minha mãe Iemanjá flange
essas ondas  lavando nossas almas
purificando nossos sentimentos.
Reaviva nosso ninho, para que o axé
seja como a imensidão de suas águas
e a profundeza dos seus mistérios
Meu pai Oxalá,
minha musa perdoa e aceita
Ultrajes , traições , invejas
Profanação e delinquências.
Faça que aceite, tentarmos de novo,
crescer e abrandar, o vento, essa sombra
Que sopra desarmonia e vira dor


SÉRGIO CUMINO

INSPIRAÇÃO - VIA DE MÃO DUPLA


INSPIRAÇÃO - VIA DE MÃO DUPLA

ELA ME PEDE COLO

EU LHE PEÇO A LINGUA

ELA QUER UM BEIJO

MEU CORPO PARA BRINCAR.

COMO UM IMÃ DE MENINA

PUXA-ME COM OLHAR

PRESENTEIO COM UM CHEIRO

QUE PROVOCA MEU QUERER

UM CHAMEGO INTEIRO

FAZ DE MIM NENEM

DO SEU DOCE MEL

ABSURDO COMO NINGUÉM

VENTO BREVE DE LEVE DANÇA

ABSOLUTO COMO CÉU

GRAÇA SOL DE PRIMAVERA

SORRISO DE LUA MANSA

ÈS MULLHER MÃE TERRA

MOLHADA COMO CHUVA FINA

NUM MAR DE ACALANTO

ASSIM PASSA A SER A SINA

RIJA ESTRELA DO SERTÃO

MUDO PLANTO

ARVORES BALANÇANDO O CHÃO

SEM O QUE FALAR.ROGO AO SANTO

.QUE SAMUEL BECKT ME SALVE

COM SEU SILENCIO ELOQUENTE

O SABIO, POETA ME ACALME

ÉS MAIS QUE MULHER É PRESENTE

PREPARE-ME AO VOO AS ASAS

VIA DE MÃO DUPLA NÃO DE UM

NOS LABIOS MEU AMOR SENTE

ENTREGO-ME AOS BRAÇOS DE OXUM

QUE FAZ POESIA AS PALAVRAS

NOSSO RISO VIDA SENTE

SINTO-ME HOMEM INTEIRO

DE CORPO, ALMA E MENTE.


Sérgio Cumino,

RUMOS

RUMOS
A construção de um novo rumo
Lapidar a nova esperança
É o criar de jovens sentidos
Que apontam caminhos iluminados
Pela lamparina do nosso eu

Que sua luz se fortalece, ao brilho
Do astro sol, e por lá nossos corpos
Envolto pelos sentidos, nos lança
A ternura ,carinho ao toque.
Mas como fumaça, a ausência do brilho
Essa sombra quântica,
que busca incessantemente
O nosso desvio , dos passos que nos destina
Então enlouquecemos , tornamos pedra
E pura ausência de calor
Mas somos, mais que isso,
e só perceberemos na dimensão do nosso simples
Do nosso mais intimo jeito de ser
Quando sinto que somos o amalgama
de nossas trilhas, que tortuosas não perde a alma
Miro o horizonte de espírito prospero
Vejo o astral, conduzindo nossa barca
livrando-se das estacas, semeando o jardim
é flor, rosa, verbena e jasmim
é pura magia é dama na noite
Dama da lua , Dama da água doce.

A sinto nua!
Despida de qualquer tipo de rancor
Nua como a pureza do seu jeito criança
Com o calor do aconchego
Entregue ao soprar das brumas
Despida do ódio, da emoção ferina


A vejo Nova!
Essa amazona, que aparece altiva
Trilhando os caminhos de Ogum
Com saltos cravados no chão, rimem nos olhos
buscando o ar ! Buscando nosso pão!

É menina de sorriso ternura
A que sabe ser cativa e pura
Nos gestos, suspiros e alma
A qual estendo a mão para um
Passeio nas trilhas que nos destina

A floresta que são nossos mistérios
Serei a fotossíntese, que meus pensamentos
Aos ventos, gerem a busca da criação
A lamparina do nosso eu.

Em nosso caminho fico de plantão
Tira me o sono, porque me faz sonhar
Aguço o meu ser, meu poeta
busco no mapa a sua poesia,
que a canta mais leve, bela e fêmea.
Amo-te.
Sérgio Cumino

BOCA


BOCA
Deparo com seu par de lábios
Eles anunciam tua magia
O feitiço que me absorve
São os clarins d’alma
São o medo e a graça
A dor e o desejo
De beleza carmim
Por eles passa seu canto,
Que te relaxa quando
entreabrem de feliz
Chamando o suspiro
Chamando outro sorriso
Chamando minha essência
È o ator e a triz do seu eu
És cortinas que se abrem
Do espetáculo de ti
Duas partes que se forma fêmea
Que se figura BOCA
Uma pétala rosa
De massa macia, molhada
Quando unida a minha
Forma a arena para
o balé de nossas línguas
parênteses que abraçam
duas aspas, duas vidas
Um rito do nosso momento
O signo mais puro do beijo
Eles submergem no desejo
Portal da vida
Ingerem o vinho
Da cor do amor
Aspira a energia dos ventos
É a estética de sua beleza
Provoca e intensifica o
Brilho dos meus olhos apaixonados
Cúmplice das lagrimas que escorrem
Do semblante terno e sensível.
Ascendem como sol, ao sorrir
Com frescor rosa bebe
Chucha a bochecha da filha
O canto do meu pescoço
O selo do nosso bom dia
A expressão da vergonha
Do semblante feminino
O biquinho de criança
Sensual presa aos dentes
Provocando meus quereres
Acelerando as corredeiras sangüíneas
Aguçando meu amor.
É uma boca que me persegue
Com sua essência feminina
Motiva e lança-me as
Veredas da conquistas
Compõe a harmonia da face
È Arauto de sua alma.
Lábios ternos de mulher e menina
Que atenta meu amor quente
A uma entrega eterna
É a boca que quero beijar.

Sérgio Cumino,

O PRAZER, É MEU


O PRAZER, É MEU
Sou o Sérgio
como tantos que ha
sou, Sérgio do Nascimento
de batismo,de inicio,
Um nome popular
Assim como tantos Silva
Conhecidos no povo Nagô
Daí já mostra de onde sou
Branco de ancestral negro
De Orí reinado por Sangô
talvez seja vários outros Sérgio’s
mas temo de ficar só no prelúdio,
Também sou Sergio Cumino,
pseudônimo do meu eu,
que busquei num passado,
que não sei explicar,
esse não é africanizado
nenhum registro hei de assinar
outras fontes, que não ouvi falar.
Sou Barba, de mãe , onde desconfio que herdei
o inebriar anarquista,
que vem de outrora de Espanha,
é só o que sei falar,
Mas sei que em espírito
Há muito que revelar
É sina !? No nascimento que hei de ficar!?
Dizem que gerei lindas almas,
no teatro, na poesia, no amor,
que me presenteou com duas belas filhas.
Carolina Iemanjá adotou
Camila a Oxum de Oxalá ganhou
Por eu rogar a Yaba pela pequena flor
Oxalufan misericordioso se sentou.
Voltando a esse anárquico ator.
que busca fazer do dia, ser vida,
do desconforto, ser criação,
foi ter parido naturezas mortas,
tive meus períodos de apagão
tenham o brilho que for,
depois que vem, vão
para o mundo , são do mundo
sendo aceitas ou não
como eu e meus nascimentos ,
mudamos sem passado,
já que para amar tem que morrer
sou só o inicio,
que quer parir o futuro
de um mundo com mais amor.
SÉRGIO CUMINO