ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quinta-feira, 22 de junho de 2017

AFÁVEL ENCANTO





AFÁVEL ENCANTO



Surgi do nada, como pode?
Absorve e envolve
Diamante casto querido
Deixa de sobressalto
Os poros do corpo
E assim se acende
De um jeito que comove
Desnuda os sentidos
Num  flerte invisível

 Se não expressa explode
Deixa-se e absolve
O esplendor perdido
Sem passos  falsos
com âmago absorto
pelo desejo que entre
que tudo se prove
com lábios lambidos
e a sensação do incrível

Esse querer não tolhe
Quer que transforme
Rancor em libido
Ciência de seus traços
E o que liga ao outro
esse novo sente
faz com que comprove
os sinais intuídos
desse vigor inefável

acorda  o homem
que a tempo dorme
esse sentido empírico
O leva ao espaço
a poesia do louco
esse fator  latente
e o torna forte
na órbita dos fluidos
desse encanto afável

SÉRGIO CUMINO – POETA FLOR & A PELE.

domingo, 18 de junho de 2017

GRAÇA




GRAÇA

Por mais que faça
Mesmo olhar ríspido
O contragosto é despido
Pela ternura que laça
Dilui o rancor
Abranda a ferida

Brilha os sentidos
Que brincam de ciranda
Faz dentro de si
Pálido e adormecido
Virar sorriso de criança
Com anseios na roda gigante

Encantamento  não disfarça
A moça de olhar tímido
De sonhos em litígio
É luz que exala
Os raios desenham rubor
Desconforto de ser despida

Perante o substantivo
Natureza pura alcança
véu que cerceia se vai
O sentido a vida
Solta em sua dança
Vigora seus instantes

Esse raio Odára
Na rota do poeta perdido
Da função ao subjetivo
Motivando sua audácia
preceder a experiência e rumos
em sua sabedoria empírica

Agrega o infinito
Ninho da bem-aventurança
Quando a poesia atrai
Luz  bem vinda
Triunfo da esperança
Sem indultos e rompantes

SERGIO CUMINO –  OBSERVATÓRIO 803

sexta-feira, 16 de junho de 2017

EVENTUAL VIRTUAL




EVENTUAL VIRTUAL

Entra no quarto
A mulher explode
Põe-se a forra 
De pronto nua
Se auto devora

E se põe de quatro
E sobe na lua
Fala, dança, geme
E goza sozinha
Daquela que apavora

Incomodo apertado
Ela se autoconsome
Ela se borra
Nada   atenua
A fome que se afoga

Era fêmea e o macho
Numa única volúpia
O que vende
Como raspadinha
 jogo de azar ou gloria

êxtase antecede ato
Sem sul, nem norte
Chega ficar afônica
A dizer que sou sua
Com peitos de fora

Quer-se tirei os sapatos
Antes que o conclua
Há uma boca no pênis
Fazendo mordidinha
Quase grita custodia

Vociferava - seu safado
Quer-se sabia o nome
Logava como putona
Afoita descontinua
E só o pinto de fora

Script de tarado
Quando esta no insinua
Contraste  surpreende
Mulher de resina
Só narcíseo comporta

sobre chat logado
colchão desconforme
Que deu nessa dona
Faz que o desejo encrua
Como nada se reporta   

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

segunda-feira, 5 de junho de 2017

DESLUMBRAR A MENTE





DESLUMBRAR A MENTE

Espaço não me pertence
E nada que suponho ser
Como  vasto cá dentro
É a nuance da projeção
Emitidas em indagações
Ao cartel de suposições
Algumas eu apadrinho
Já outras imposições
posta sem permissões


Espécie de prateleira do caos
acusa o ponto de todo inicio
adequou as sensações
me posto do lado oposto
não ocupam o mesmo recinto
assim se vê constituído
abundância de todo vasto
alterna-se como gangorra
a experiência e a existência


Intuitivo é um deserto inabitado
Surpreende Oásis e miragens
Subverte a oratória
Com refinado acaso
Sem registros na memória
soma de vários vácuos num só
faz-se do todo um nada
de proporções infinitas
comum porém distintas
transcendem e coexistem

  as forças cognitivas
emanadas pelo conceito
delineia com fio das hipóteses
Espírito antecede suas suposições
e todas experiências sintéticas
abstraindo o âmago do abstrato
um desconforto que emerge dos fatos
adianta-se absoluto e o relativo
dando lugar a brandura intuitiva

SÉRGIO CUMINO – PCD – POESIA COM DEFICIÊNCIA


sábado, 3 de junho de 2017

VELEJAR COM CAROL




VELEJAR COM CAROL

Hoje vejo uma mulher
Cujos encantos um mistério
É poesia no oceano
Que outrora menina de colo
Danada sabia ensinar
Brinquei de casinha
Demos lúdico a cozinha
E desafios ao imaginar
Emergiu meu lado terno
Quando suas bonecas
Poria para eu ninar
Com cantiga solo

Hoje a contemplo a ser mar
Torno naufrago em pensamentos
Refletindo sobre perdas
Enquanto as vagâncias de lá para cá
Diante de suas maresias
Que não sei decifrar
Estranhamento sem cabimento
Faz névoa ao enxergar
Levanto as ancoras
Para ser Pai nesse timão
Dar movimento a esse amar
 Libertário e navegante

Quero  saborear sua maré
Sentados a ao bom bordo
Trocarmos história de pescador
Das falácias que impõe a vida
As ondas de felicidade
Nosso veleiro dos sonhos
E que nos leve onde for
É a poética da troca
Dessa vida remota
Ligada a linha tênue
do sentimento e dor
Assim o vento  sobra a vela

A estrela do norte nos  leva
Ser seu cais provedor
Qual seja as circunstâncias
Enaltece o barqueiro
E o valor do oculto
Desse poder ancestral
Do velejar negreiro
Assim o olhar triste
Perde-se no horizonte
Numa busca ao fundo
Sabe-se onde
Poderei encontrar como rima

Aquele abraço da minha nina
Quanto mais nado nessa água
sede sinto para sanar meu tronco
cada dia aprofunda raízes
e os galhos com enfeites de festa
Afinal se passaram duas décadas
E a filha se revela mulher
A bússola é precisa
E a vida nem tanto
Com o tombo do navio
Fico boiando a deriva
Submergir-se em prantos
Carente de seu sorriso
Orgulhoso de sua graça
Quero deleitar em seus encantos .

SÉRGIO CUMINO – 

poesia dedicada aos 20 anos de minha filha Carol