ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 24 de fevereiro de 2013

ABOTOAR SEM AR

ABOTOAR SEM AR



Um calor que sobe,

Que desce, umedece.

Em mel que amolece

Sentidos do querer

Como pode?

Os seios endurecem

Num simples pensar

Sentidos padecem

De tanto querer

Faz perder o ar

E a memória
Rejuvenesce

Para o sorriso florescer

E as mãos a agarrar

A dança é o tremor

Em seu borboletear

Cadencia o ritmo

Do poema atrevido

E rimas de fervor

Silencio anfitrião

Do sussurro ao ouvido

E a vontade absorve

Anseio que comove

A afetividade vinda

A felicidade comove
Germina flores

Regada de suores

Brindada ao vinho

É a prova dos nove

SÉRGIO CUMINO

Um comentário:

  1. Atrevido poema onde expressa o calor entre os corpos que fazem o desejo crescer,desde o entreleçar das mãos, transparencia de sensações, numa nuance ousada e ao brindar com vinho a crescente de todas essas energias onde se chega ao climax e verfica que todo este conjunto de emoções nada mais é do que a perfeição de se entregar sem limitações onde tudo é permitido em nome de amar e ser amado.

    ResponderExcluir