Será que foi um surto?
Ou apenas um susto
Desarranjo do lapso
Paria do colapso
Ao acaso da criação
Parece um paradoxo
Mundo muda,
Na distração dos olhos
Juro, essa pedra que sou, mexeu
E minha existência descarrilou
E agora não sei, parece eu
Como desenfadar o fardo
Sem saber o que foi ou ficou ?
Que parte sobrou
Se o que virá completa
Ou se não comporta
Agora quebrei ou desconcertei
Resolvi pensar conforme a música
Talvez descubro o movimento
Que alimenta o entendimento
Fluiu tão belo no pensamento
Quando dei conta se foi
A linha do raciocínio fugiu no trem
E a cognição fingiu de mim
Mas deixou a esperança
Desconfio que seja brincadeira
Pique esconde de criança
Agora eu fui longe
Mas não devia ter deixado
Sair de perto
A inocência se perdeu
em alguma estação
A procura dos sonhos
Enquanto arrumava Camu
Para pensar a existência
E a liberdade do absurdo.
SÉRGIO CUMINO – ABRASA A FÊNIX

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