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quinta-feira, 7 de maio de 2026

SAIU DOS CARRIS

SAIU DOS CARRIS

Será que foi um surto?

Ou apenas um susto

Desarranjo do lapso

Paria do colapso 

Ao acaso da criação 

Parece um paradoxo 

Mundo muda, 

Na distração dos olhos 

Juro, essa pedra que sou, mexeu

E minha existência descarrilou 

E agora não sei, parece eu

Como desenfadar o fardo 

Sem saber o que foi ou ficou ?

Que parte sobrou

Se o que virá completa

Ou se não comporta 

Agora quebrei ou desconcertei 

Resolvi pensar conforme a música 

Talvez descubro o movimento 

Que alimenta o entendimento 

Fluiu tão belo no pensamento 

Quando dei conta se foi

A linha do raciocínio fugiu no trem

E a cognição fingiu de mim

Mas deixou a esperança 

Desconfio que seja brincadeira 

Pique esconde de criança 

Agora eu fui longe 

Mas não devia ter deixado 

Sair de perto 

A inocência se perdeu 

em alguma estação 

A procura dos sonhos 

Enquanto arrumava Camu

Para pensar a existência 

E a liberdade do absurdo.

SÉRGIO CUMINO – ABRASA A FÊNIX 

                        

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