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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

POETA E O VENTO




POETA E O VENTO

Assim chega o poema
Disperso na ventania
como semente a semear
ao cair em terra fértil
No arrepio de células
leva o poeta a pena
Processo de semear
são planadores do sonho
Uma conversa sem regra
dos conselheiros a mente
O sentir e a palavra certa
com libido ou vice e versa
O medo excita com o risco
livre arbítrio aos conflitos
vislumbrar o não visto
A frase de efeito é isca
ao portal dos sentidos
ou aquela que me liberta
Que pode ser subversiva
mas nunca subserviente
absorva o que lhe sopra
como entidade que te toma
Nesse caos que rebenta
O Papiro vira placenta
Cujo cordão umbilical
a caneta por excelência
ou grafite do lápis
Que no papel de pão
cantou-se substantivos
do fim do verão
Poesia é viagem
De cá pra lá de lá pra cá
Sentidos e imagens
A busca das miragens
A arte do arranjo de flores
Á tragédia de Mariana
Enterrada na lama
Matas e magias
Falecidos por amores
Basta o sentimento
que reverbera no estômago
quando frio da barriga
espera o calor da emoção
Assim se da produção
O poeta e a criação
Traduz-se em alegorias
Cuida de feridas
A leitura que o poema faz
Do seu absorto leitor
Assim a poesia entra
No orbe da leitura mutua
Assume sua vida própria
Empatia camaleônica
Na sua diversidade lida
Outros que a eles nada
Vivida por que a abarca
Que assim seja um leque
De vidas que se passa
 nas correntes do vento
constrói seu legado
Numa catarse partilhada.

SÉRGIO CUMINO – PCD – POESIA COM DEFICIENCIA

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