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domingo, 18 de junho de 2017

GRAÇA




GRAÇA

Por mais que faça
Mesmo olhar ríspido
O contragosto é despido
Pela ternura que laça
Dilui o rancor
Abranda a ferida

Brilha os sentidos
Que brincam de ciranda
Faz dentro de si
Pálido e adormecido
Virar sorriso de criança
Com anseios na roda gigante

Encantamento  não disfarça
A moça de olhar tímido
De sonhos em litígio
É luz que exala
Os raios desenham rubor
Desconforto de ser despida

Perante o substantivo
Natureza pura alcança
véu que cerceia se vai
O sentido a vida
Solta em sua dança
Vigora seus instantes

Esse raio Odára
Na rota do poeta perdido
Da função ao subjetivo
Motivando sua audácia
preceder a experiência e rumos
em sua sabedoria empírica

Agrega o infinito
Ninho da bem-aventurança
Quando a poesia atrai
Luz  bem vinda
Triunfo da esperança
Sem indultos e rompantes

SERGIO CUMINO –  OBSERVATÓRIO 803

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