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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PERDER-SE




 PERDER-SE 


Quando o legado

Doce ou amargo

De espinhos cravados

No peito do cravo

Na fúria da rosa

Aos sinuosos passos

Assim me reviso

Encanto dos afagos

Sem deixar magoas vil

Fazerem seus estragos

Sabido que preciso

É graça da  prosa

Bons nortes delegam

O deleite do olhar doce

Ousadia da mão levada

Sussurro ao pé do ouvido

Semeado pelo suspiro

De desejos atrevidos

anseio de ser amada

Fluindo sobre água rio

O amor impreciso

Desse sonho alado

Conflitos como fado

Fortalece a ternura do laço

Do oceano da adorada

Discurso do calafrio

Pelo tempo cupido

Paradigma rompido

Na fadiga da alvorada

Casam os sentidos

Juntos de mãos dadas

Avistam a fronte

O sorriso dos rumos

Supremacia esperada

Tempera a libido

Do adocicado sumo

Que fica na saliva

Do murmúrio que a ama

Da-se sentido a impressão

Como a marcar que revela

Liberta a poesia

Da qualidade a emoção

Eleva o alento ao cio

E ao amor pura devoção

SÉRGIO CUMINO – POETA A FLOR & A PELE


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