CAMINHO PELOS CAMPOS ELÍSEOS.
Os Campos Elíseos
Dos sonhos abençoados
Criado dos medos alados
Que buscavam desesperados
No olorum os orixás
A coragem dos arrojados
Soltam sinais na trilha
Ventos, água, terra, fogo
falam para quem sabe ouvir
Manifestam no som
do ferro forjado
como na ária dos pássaros
E traços fazem um desenhado
A linha da palma do atormentado
O amor fora crucificado
É motivo aos passos
Um pensamento verborrágico
Tudo junto e misturado
Estava escrito agora rabiscado
Como tempo nublado
sequestra a estrela do Norte
Tira me a esperança nascente
A dúvida se camufla
Da captura intermitente
E preserva a dignidade
Abaixo do mundo há outro mundo
Acima do mundo há outro mundo
O mundo composto de mundos
Qual, o mundo me reserva ?
na vastidão de Gaia
Escrito nas raízes de Baobá
versos pétreos que dividiam lados
Sobre a rocha pensa Ayrá
Poder que exerce sobre o raio
Só a sabedoria poderá usá-lo
fogo é o combustível da evolução
nada pode ser precipitado
Ou uso de mal intencionado
No bornal um livro me acompanha
Para que eu não desvie da utopia
Vire objeto dos mercenários da fé
e de pé ante pé, a esperança vacila
Bara me fortalece, ao desafio
As provações da escola da vida.
SÉRGIO CUMINO –
O POETA DE AYRÁ

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