A LIRA ETÉREA
Lira de Apolo e Orfeu
Que liga o Aye ao Orum
tinta ao papel
Que o poeta escreveu
Fazem de palavras magia
Inspira a melodia
Que canta a poesia
Lira criança, vive a infância
Trata que a alma seja eterna
No terreno, caverna ou no etéreo
Amor, amores em fragrâncias
Elixir, guardou num canto seu
Lira companheira do tempo
Tocada pelo vento
Excita o sorriso sem alterar o ritmo
Lira dos momentos íntimos
Ama na calmaria dos rios
E ao bordejo que se lançar
Em dueto com os mistérios
Que Ewá se adonou
Lira esperança evoca,
cadência dos sinos
Corando a face dos badalos
Na cabine interna
Nas emissão de grave e agudo
Conduz o fiel a seu templo
Devoção e fé
Harmonia e prosperidade
Trazidas no bornal de Logun Ede
Lira do oriente, raízes africanas
E os trovadores de Unganda
Rodas de desejos em dança
Cordas que formam laços
Lira em luto, natureza morta
Renasce no quadro do artista
Lira Allegro e a água do solo brota
E o coro anunciam corredeiras
Lira da província e canto ancestral
Que seduz transcende a luz
Lira e o jardim ornamental
Das ribeirinhas da memória
Lira dos apaixonados
Lira celebra o alimento
Do útero da mãe terra
Lira da sonata virtuosa
É ardilosa e sedutora
E leva o fogo do ódio a bailar
Lira clareia os olhos
Entre as brumas do mistério
Para o corpo e alma purificar
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX

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