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domingo, 10 de maio de 2026

A LIRA ETÉREA

A LIRA ETÉREA 

Lira de Apolo e Orfeu

Que liga o Aye ao Orum

tinta ao papel 

Que o poeta escreveu

Fazem de palavras magia 

Inspira a melodia 

Que canta a poesia 

 Lira criança, vive a infância 

Trata que a alma seja eterna 

No terreno, caverna ou no etéreo 

Amor, amores em fragrâncias 

Elixir, guardou num canto seu

Lira companheira do tempo 

Tocada pelo vento 

Excita o sorriso sem alterar o ritmo 

Lira dos momentos íntimos

Ama na calmaria dos rios

E ao bordejo que se lançar

Em dueto com os mistérios

 Que Ewá se adonou

Lira esperança evoca, 

cadência dos sinos

Corando a face dos badalos

Na cabine interna

Nas emissão de grave e agudo 

Conduz o fiel a seu templo 

Devoção e fé 

Harmonia e prosperidade 

Trazidas no bornal de Logun Ede

Lira do oriente, raízes africanas 

E os trovadores de Unganda 

Rodas de desejos em dança 

Cordas que formam laços 

Lira em luto, natureza morta

Renasce no quadro do artista 

Lira Allegro e a água do solo brota

E o coro anunciam corredeiras 

Lira da província e canto ancestral 

 Que seduz transcende a luz 

Lira e o jardim ornamental 

Das ribeirinhas da memória 

Lira dos apaixonados 

Lira celebra o alimento

Do útero da mãe terra 

Lira da sonata virtuosa 

É ardilosa e sedutora 

E leva o fogo do ódio a bailar

Lira clareia os olhos 

Entre as brumas do mistério 

Para o corpo e alma purificar 

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX 

                                

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