ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

sábado, 1 de maio de 2010

QUANDO A MORTE, MORA NO VALE


QUANDO A MORTE, MORA NO VALE

mãos atadas pelo, sem rumo

depositando

os desejos no pêndulo

da sarcástica vida

a apatia é a tempestade de areia

que deixa sem

forças, paixão e gozo

opaco o, senso , bom senso

percepção ,

cega intuição

não sente o sorriso

o toque

a arte

não sente o desejo

o eco dos gritos

retorna sem ser visto

tempo longo

indefinido tempo

sem campo,

para modestas leituras

face a face,

com o desencontro

e manda

pro baú seus

libertários desejos

e a redundância...

uma rotina diária.

viver poesia

um consolo efêmero

o conflito aspira as

energias para sonhar

conquistas bissextas

é a saturação da vida

uma distância sentida

das ressonâncias do vale.

SÉRGIO CUMINO

7 comentários:

  1. O outro lado da vida!!Momentos de reflexão !!
    Linda porém muito triste.

    ResponderExcluir
  2. jjullinha@yahoo.com.br2 de maio de 2010 08:35

    Intensa,profunda,conflitos internos,onde quer seguir mas a apatia impede buscando consolos efêmeros em sonhar poesia
    e entende-se a morte em vida ou a vida na morte
    Mãos atadas em qualquer dessas situações

    Profundo, poeta
    Imagem arrepiante,sugestiva
    :) ;)

    ResponderExcluir
  3. voce sempre muito criativo parabens

    ResponderExcluir
  4. Em um penhasco sobre o vale, o eco traz de volta as verdades de um poeta,mas elas voltam sem as asas com que foram; não deveriam voltar, foram feitas para rumar ao infinito e se tornarem eternas, quando voltam não encontram berço, pois filhos não retornam ao utero. O poeta esta prenhe de outras verdades e o encontro destas duas, a que retorna e a que esta sendo gerada,faz do vale que um dia o inspirou, a moradia da morte de suas ilusões.

    É desta forma que vi seu poema meu querido amigo. mas poemas também podem ser arte obstrata, visto por angulos diversos...Um belo poema, com muitas possibilidades

    Um beijo pra ti meu lindo

    ResponderExcluir
  5. Um belo poema apesar de retratar um momento de carências e conflitos interiores,ele nos mostra momentos atuais do mundo em que vivemos; onde seres humanos vivem perdidos dentro de si e do mundo;o autor coloca a poesia como a saida para suprir essas carências. Esse poema nada mais é o que podemos dizer: Encontros e Desencontros interiores.
    Parabéns!Sucesso!

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  7. As dores, os vazios e decepções da vida. Você consegue me passar toda a dor e a falta de vontade de viver. Por mais que há ressonâncias no vale e a vida acaba seguindo o seu curso, me doeu muito, me passou uma angustia muito grande. Deixou-me em prantos de certa forma. Obrigada, sempre...

    Regina.

    ResponderExcluir