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segunda-feira, 10 de junho de 2013

POMBO GIRA A ROSA SEM ESPINHO

POMBO GIRA A ROSA SEM ESPINHO

Ajudai-nos Damas feminil
olhos dos naipes de Marselha,
a sensualidade flamenca a sedução cigana,
Abra-nos olhos a vir à vida bela
que o balanço esvoaçante
Das sete saias nos façam bailar
pela roda da vida, sem enjoo.
A sabedoria nos ensina a amar.
Girando por todas as esferas
Aprendendo entrar e sair
Da moralidade de cada horda
Com humildade em cada roça
Dentro do meu realejo
É o pombo que revela o segredo
Correr gira é lançar voo
Na carta do enforcado
É a corda
Evocar todas as pombo-giras
De encantamentos gitanos
As das rosas, Almas, Quitéria.
Que suas magias possam nos ensinar
Como retirar os espinhos
Entender a vida e suas mazelas
Saber escolher as portas
Para os fins justificarem os meios
Aprender com as provações
Moça que há enigma até na vaidade
Mães dos segredos íntimos
E o mistério que irradia a taça
E borbulha o espumante
A semiótica da mãe e os seios
Leite que sacraliza o filho
E sua poção da imortalidade
Cálice que faz gritar a procura
Médium em busca do Grall
Torna conhecedor das libações
Aos repastos profanos
Assim quando vai
as esquinas das encruzilhadas
E leva um cigarro e uma rosa
Evoca a moça para uma conversa
Uma prosa, silenciosa.
Sigilosa, carinhosa
Ao pé do ouvido
Que vão dos céus ao precipício
Não nos julga pelo bem e o mal
Apenas atendem
E nos deixam cônscios
Das imprudências do livre arbítrio
E que o liberta não é pecado
Que nossos desejos não caiam em armadilhas
Ative o ardor, alegria e mel.
seja a luz da vela no castiçal.
Quando numa tocaia sem saída
Estará protegido por Maria Padilha
E todo legado de Pombo Giras

SÉRGIO CUMINO – POETA DE AYRÁ

Um comentário:

  1. maravilhosaaaa!!!!!amei a poesia,

    Juliana Maria Cerquiaro

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