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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

RISCO E O RABISCO



 RISCO E O RABISCO

Deguste seus riscos

De sorrir sozinha

Dançar sem musica

E todas as propensões

Que a faz afirmar

E crer que levita

Suspirar? Até na duvida

Escuta seu corpo

Deixar o bom senso arisco

Desvia-la da linha 

E tornar corriqueiro

 Ter doces corrimentos

Arrepios de feitiços

            Que chegam com o vento

Perde-se  do seguro porto

E da sua zona de conforto

Desejo e seus protótipos

Se não crer eu belisca

Quando os lábios secam

Passar do ponto divaga

Pensamentos pecam

Na compressão das coxas

Que suga como um trago

 Respiração  ofega

Uma ousadia errante

Abocanhar o obelisco

Aí conforme artigo previsto

Do juízo da menina doida

Arma a fuga das alucinações

Por ser sua e de outras tantas

Abre-se como leque

Empunhada com a palma

As perseguirá a  espreita 

Acorda no meio da noite

Com  calor incontrolável

Respira a caminho do amado

Delinquência nos pensamentos

Eloquência de sua alma

Deliciosamente louca 

 Persõna da ternura apaixonada



SÉRGIO CUMINO, POETA A FLOR E A PELE.


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