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segunda-feira, 11 de maio de 2026

AXÉ DE OFA

AXÉ DE OFA

Flecheiro é desafio escolha 

Equilíbrio da resposta e pergunta

Onde a flecha busca o infinito 

Para aprender viver o finito 

Sagrado entregar sustento 

Encontra a vida de quem a perdeu 

O espírito da causa e efeito 

Enaltecendo o amor 

Dobra o arco a escolha 

Como orvalho escorre pela folha 

Lança flecha a vertigem da vida 

Com Oxalá conhece a paciência 

Com a beleza do arco-íris

Sabedoria das cores em Oxumaré 

Alvo não ouve, oculta-se no oculto 

Mistura-se com espírito seteiro

O laço que lança flecha 

Transcende o transe

Auspicioso, flecheiro é o alvo 

Não encontra a caça 

Se não estiver onde deveria estar 

Além dos limites do ego 

Pensar sem pensar 

Integrado ao Orum

Com seus pés no Aye 

O axé é o todo e o nada

 o espaço é o espírito da mata

A invisibilidade é a arte 

O arco é o desenho 

Que o Sol e a Lua fazem 

Em estado de purificação 

Lança o ori em sua dimensão 

Ofa é o caminho do Axé 

Logun Edé, Oxum e Oba

 e o fundamento das sete flechas 

Filho não será o mesmo 

Faz-se do impossível o possível 

A benção é o signo do silêncio 

Meditando com o sagrado

Ao liberar a sua flecha

 o enigma e o Divino das matas

Densidade arbórea dos mistérios 

E suas copas que se tocam 

Flecha viaja pelas bençãos 

Entre seus filos sagrados 

Sobre a sabedoria de Ossanhe

Estica a corda e dobra o arco

Em reverência a existência 

Lançando o arqueiro

 as raízes ancestrais 

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX 


                                     

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