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sábado, 5 de março de 2016

CAMINHOS QUIXOTESCOS




CAMINHOS QUIXOTESCOS

Como não repercute o grito entre o vácuo
Corro em busca de minha explicação,
nas estrelinhas de minhas duvidas,
na especulação de minhas performances   
na previsão de me dispor a qualquer
imprevisto, a dialética do vou ou fico

Procuro o máximo afago das mãos
Da vitória, e correndo o risco
com os toques de pelica,
na filosofia a vida é tomando  
que se leva, o estigma é
sinônimo da sabedoria,
e a carne é forte.

Na cinematografia dos conflitos vividos, 
sou um só, os  outros fazem parte de minha   
criação, que se declina perante 
Eros e Dionísio, reciclando a ser só, 
em busca de um colo intimo;e que meus
desequilíbrios atinjam o equilíbrio

 Ogum abra os meus caminhos a atingir as 
regiões dos desejos, a compreensão
de minha aldeia.
As plantas do parque é a floresta que  
o grilo canta os mistérios de seu mundo.
Mistérios da boca entreaberta   

O olhar de ardente espiral,
que explica no jeito e nasce no ventre
Mistério do mundo e Dom Quixote
Sonhador que não canta o vácuo
mas ama em laços sua Dulcinéia
de ritmos e luzes.
                                                             
SERGIO CUMINO – POETA E A EXISTÊNCIA

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