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terça-feira, 31 de maio de 2016

VELOZES A LAMURIOSOS





VELOZES A LAMURIOSOS

Ousadias pela noite
Corre mais que o vento
Orgulhos das cilindradas
Gritam roncos absurdos
Inibe apnéias dos pais
Ignora regras e sinais
Desafia o signo da foice
O bom senso da sorte
E a lua indignada
Nesse duelo com a morte
Na avenida de duas vias
No topo da aroeira
A coruja pia
Anunciando o basta
Do dono da estrada
O desrespeito aos caminhos
Com imprudentes passos
E a corrida das baladas
Da água para o vinho
O soar assustado do sino
anuncia em badaladas
É pego pelo laço
Sua hora é chegada
Junto com a parada
A encruzilhada trancada
encontra aquele poste
Divisor do novo norte
Desenha novo destino
Através da sabedoria da dor
Prepara-se para nova troca
e aquilo que lhe sobra
Da radical manobra
Glamour de sua penúria 
para dupla de manopla
Que conduz as novas rodas
Com apoio do seu consorte
Quando poderia supor
Do cavaleiro solitário
Após o desespero que evoca
descobre sua nova obra
Resiliência é o passaporte
E  toda opera de lamuria
terão coros solidários
Orquestrados pelo amor.

SERGIO CUMINO – PCD – POESIA COM  DEFICIÊNCIA

2 comentários:

  1. Nos faz pensar em como somos inconsequentes as vezes por tão pouco.

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  2. Elizabete Nascimento5 de junho de 2016 15:48

    Profunda reflexão, que revelam a fragilidade das nossas ações gerando consequências para toda vida. Sendo que por vezes afetam todos na família por passarmos a ser dependentes de cuidados, lembrando que poderiam ser evitados e são frutos de nossas escolhas errôneas.

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