ÈRÒ ÌRÓKÓ
Fonte que acalma
O Ori tempestuoso
Que tira os pés do chão
Perde o apoio da mão
Fuzuê da cognição
Contexto do desespero
Pensamentos tortos
Frágil em destempero
Desmonta princípios
De corpo e alma
Refugia-se a árvore anciã
Declina-se ao pé de Iroko
A força do portal
De um mundo a outro
profundezas dos mortos
As divindades do Orum
Onde os olhos não veem
Reorienta a cabeça pagã
Senta no colo da mãe terra
perdido em tumulto
As sombras da árvore sagrada
Espírito sem eira nem beira
Entre Deuses e ancestrais
o curandeiro oculto
Do passado ao presente
Majestoso do tempo
Espírito que ali mora
Poesia gameleira
Que conhece o infinito
Alça humilde o pedido
As raízes da diáspora
No memorial ancestral
É Orisa que habita
Vida, respeito e renovação
Reabilita a fé
A cadência da vida
De tempo a tempo
Estação que transforma
Sabedoria plantada
Divina criação de Olodumaré
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX

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