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terça-feira, 22 de maio de 2012

CRÈME DE LA CRÈME

CRÈME DE LA CRÈME
As gotas da pele molhada
Escorrem como orvalho
E passeiam sobre colo
Como a folha na alvorada
Escorregam pelo ventre
Umedece suas matas
Junto à fonte sagrada
Desejo é o atalho
Mamilos ouriços
Preludio dos sonhos
Despede-se da toalha
E seu corpo falante
Que orquestra sentidos
Dos devaneios secretos
Rebela contra os vícios
Pela sensualidade errante
Rege sutis gemidos
Vindos da gruta melada
Contorcionismos discretos
E surgem todos os indícios
Temperado pelo hidratante
Mão modela sentidos
As palavras na entrada
Mamilos acenam eretos
Que vagueia suplicio
Que a beldade avance
Em ser felina amada
SERGIO CUMINO

5 comentários:

  1. Título magnânimo... prenúncio do que está por vir... A amada vista como uma floresta a ser desbravada... o orvalho, a folha, a gruta, a mata como cenário... o desejo como prato principal, o amor como tempero! Banho com poesia... meu banho nunca mais será o mesmo!

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  2. SOCORRO GUERREIRO23 de maio de 2012 12:32

    NADA SERA O MESMO,NEM MEU BANHO,NEM ÁGUA CAINDO,NEM A TOALHA CAINDO ,NADA.SIMPLESMENTE DIVINO.

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  3. Que delícia!
    Sentir isso!

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  4. Gostoso demais sentir esta sensação deliciosa.

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  5. Desejo a flor da pele, romantismo, delicadeza ao retratar tão profundamente e com tanta intensidade um momento erótico, sentimentos que se afloram, prazer que enlouquece, vontade tocar, gritar, sentir... Meu poeta, você é pura sedução.
    Depois desta linda poesia, você conseguiu transformar meu banho transformem um momento mágico. É... Estou com medo de você!
    Descobridor da alma feminina... Sabe como detalhar o sentimento e o desejo .
    Te amo!!!

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