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quinta-feira, 3 de maio de 2012

FLUXOS DESNUDOS

 
FLUXOS DESNUDOS
Fluxo emboca sentidos
Forma imagens semeadas
Subverte ordens ditadas
Eletriza meus desejos
Faz real doce pedido


Os lábios que morde
Num êxtase que afaga
Ardentes lampejos
À volúpia atada
O gemido que explode


 Abre-se ao ritual dos laços
Declina-se a flor do ventre
E toda essência que vejo
É a cura dos corpos doentes
Entregue ao amado abraço
 
E se da o flerte das pernas
Comprime volúpia corrente
E revejo meus conceitos
Aos calores latentes
A sensualidade das velas
 
O gemido e seus sinais
O canto da colheita
E a dança do cortejo
O toque que a aleita
Ao amor e seus canais

Os lábios que morde
Glúteo que comprime
Os arrepios do beijo
Mãos que imprime
Desejo e toda sorte
 
Torna reais sonhos
O cosmo absoluto
Poesia no seu jeito
Lapidamos o bruto
Do melhor que somos
 
SÉRGIO CUMINO


2 comentários:

  1. como sempre seus poemas os mais lindos, adorei querido.parabens...te adorooooo..beijossssss

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  2. Delirante !! Você escreve extremamente e perfeitamente bem, parabens meu Poeta ...

    Juvana !

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