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terça-feira, 21 de junho de 2016

BRISA DE CRISTAL



BRISA DE CRISTAL

Eu preciso de um baseado
com ficção dos fatos reais,
me ponho em sonho
junto com o suponho
Zen o distúrbio mental

Cantar meu carnaval
Com olhar risonho
Situação que não ponho
Analogias boçais
Para temperar o fraseado

Desarma o cadeado
Abre-se aos pontos cardeais
Sobre si é colono
Cada coroa tem seu trono
Da pedreira ao bananal

Mundo de tanta coisa e tal
Escreve a história com carbono
Surge clarividência com o sono
Com arquétipos castiçais
Eloqüente estado calado

Sentidos como um fado
Que acena daquele cais
Despede-se do horizonte sem dono
Ou dá a costa o sacudir do sonho
Vivendo poesia para por no varal

Tudo depende do astral
formando octógono
queima escrúpulo
e viagens verticais
quadro esfumaçado

De um ritual apertado
De respiro pela paz
É quando seguro
Congruência rumo
As esculturas de cristal

SÉRGIO CUMINO – PCD – POESIA COM  DEFICIÊNCIA

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