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sábado, 16 de junho de 2012

DIALETICA DA EVOLUÇÃO

DIALETICA DA EVOLUÇÃO
A soleira daquele salto
É a gangorra da absolvição
Hora vai, hora não.
Da culpa trapezista   
Paradigma sem perdão
Assalto da rede
Floresce a confusão
Com toque de fragrância
E a mala da ousadia
Guardada para ocasião
Com rendas de tramas finas
É um reino de fantasias
Em busca da concordância  
Aumenta sua sede
Passarinha abre à gaiola
Não sabe onde por a mão
O impasse é o fato
Congela sem evolução
Não se entrega ao vento
Conservador de fino trato
Porque a flamula só viola
Quando rompe com brasão
Sol do novo tempo
Conflito do sim e não
Labaredas é a tentação
E a mente que te gela
Faz caminho nebuloso
Do medo vem um vapor
Síndromes e pavor
Sem luz ou vela
Entregar-se ao silencio,
Conselheiro virtuoso
Pensamento nasce do vácuo
De cada drama de ocasião
Duas medidas de um valor
Viver é desejo & obstáculo
E após o caos
Floresce a criação
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

3 comentários:

  1. socorro guerreiro16 de junho de 2012 06:53

    adorei a frase depois do caos florence a criação.é o cada dia é o estar viva,lindo.

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  2. Um degrau a cada dia. a mente desperta solitaria e divaga. acorda e caminha por onde vagueia o inconsciente despertar a adormecida maneira cotidiana do mesmimo. quer dialogos valiosos que pupulam interinamente sóbrios e refletem e dilaceram por ferirem nosso saber. querem infiltrar nos caminhos dos dia de nossos dias. assim permanecem atentos para acordar hoje, agora...

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  3. O salto à beira do abismo... O pássaro que abre a gaiola e ensaia o primeiro vôo...Ele não se entrega ao vento, suas asas ainda tem pesos, o desejo não consegue superar a razão...
    Bem diz o poeta que viver é desejo x obstáculo... Só após o dilema é que ocorre a libertação!

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